sobre

Os modos de produção escrevem a Historia no tempo, as formações sociais escrevem-na no espaço. Tomada individualmente, cada forma geográfica é representativa de um modo de produção ou de um de seus momentos.

SANTOS, Milton. Da Totalidade ao Lugar. São Paulo: Edusp - Editora da Universidade de São Paulo, 2008.

(dis)location – Sampa forma o segundo segmento da série (dis)location iniciado em Salvador, Brasil, em 2009. O projeto examina como a geografia é elaborada, organizada e constantemente transformada tendo como base fatores socioeconômicos.

(dis)location – Sampa

Trata-se de um trabalho baseado na continuação de uma trajetória mais ampla, que estuda e traça o vernáculo do dia a dia em um local específico.  O projeto se desenrola no contexto do centro histórico de  São Paulo, construído com o dinheiro originário da cafeicultura na virada do século XX, que no passado era sofisticado, arquitetonicamente poderoso e populoso. Hoje em dia, apesar das recentes iniciativas de revitalização, esta região se encontra decaída e abandonada.  Desde a época dos Padres Jesuítas na metade do século XVI, esta terra, que já foi indígena, tem sido local de relacionamento entre economias e povos.

Este segmento do projeto adota uma metodologia de estética e investigação cujo foco principal está nas pessoas e nos lugares.

Tendo como base uma pesquisa fundamentada na observação, experiência e interação em local específico, durante um tempo determinado, o projeto (dis)location é também um mapa da trajetória pessoal do artista no espaço.

(dis)location – sampa traça o ritual diário de três trabalhadores nesta região histórica ao apreender a miríade complexa dos sistemas econômicos que coexistem, definem e transformam o espaço geográfico do centro.

Ana Cecília, uma imigrante ilegal equatoriana de 32 anos de idade, que trabalha como vendedora de artesanato nas ruas de São Paulo.

Valdemar, um senhor brasileiro de 66 anos de idade, que chegou ainda jovem do interior, trabalha como carroceiro, um tipo de carregador, reciclador, e observador do centro da cidade.

Seu Carlos, um zelador de 52 anos de idade, trabalhou durante 30 anos no edifício histórico Lutetia como operador do antigo elevador do anos 1920.

Créditos
Projeto, Câmera, Som Local, Edição, Elaboração – Sarah Shamash
Narradores – Ana Lema Lema, Carlos Alberto Gomes, Valdemar Romao da Silva
Elaboradora Principal  / Programadora – Rumiko Akai
Engenheiro de Som, Elaboração de Som e Mixagem – Inaam Haq
Tradução – Yom Shamash
Assistente de Produção – Luciano de Souza Gonçalves

Agradecimentos / Reconhecimentos
Brasil: Lucas Bambozzi, Esther Kuperman (revisão de texto), Rachel Mascarenhas, Alex Pilis, Karina Polycarpo (FAAP), Trabalhadores da Residencia da FAAP. Canada: Stephen Wichuk (Animação na Purple Thistle), David Brisbin (desenhos), Melissa Bayon, Aisha Jamal, Kasari Govender, Rachel Laszlo, Alex Mackenzie (elaboração), Eve Shamash, Canada Council for the Arts Travel Grants.